Mas afinal: para que serve o maestro?

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Embora seja admissível, e até esperado pelo senso comum, a presença de um maestro, geralmente de casaca, gesticulando energicamente diante de um grande grupo de instrumentistas ou cantores, é difícil encontrar um cidadão de cultura mediana - afirmo-o por constatação empírica - que saiba explicar exatamente qual o papel de um maestro e a necessidade insubstituível de sua presença.
Afinal de contas, se os músicos sabem tocar seus instrumentos e se a música está escrita com precisão na partitura, com todas as indicações que o compositor julgou necessárias para sua execução, então, que diferença poderia fazer para o resultado final de um concerto a intervenção de um outro elemento?
Na verdade, o que existe é uma pequena confusão que nos leva, fácil e erroneamente, a considerar toda prática musical como interpretação musical. Nem todos se dão conta, de imediato, de que ler um texto de Tolstói como se fosse uma bula de remédio seria uma exibição tão pertinente à arte teatral quanto o é, na música, executar as notas de uma partitura sem uma preocupação mais aprofundada com as nuanças apropriadas para realizar a intenção do autor.
O que os músicos fazem, assim como os atores e todos os artistas, é aplicar seu preparo técnico específico sobre uma obra de arte previamente definida (há exceções, como composições em tempo real e improvisos), buscando transmitir alguma coisa que afete o público.
A importância da música não está nas notas musicais, mas sim naquilo que deve ser transmitido através delas.


Leitura branca versus Leitura colorida

Em uma obra erudita, ou clássica, se preferir, executar as notas certas do jeito certo é sem dúvida a obrigação de todo músico merecedor desta designação. Porém, entre a lA dança do ursoeitura competente das notas e a interpretação artística plenamente realizada existe um mundo de diferenças. Estas diferenças dizem respeito, basicamente, ao andamento, dinâmica e articulação de fraseado.
Andamento: é a velocidade de execução da obra, que pode variar do Adágio Molto (muito lento) ao Prestíssimo (muito rápido), passando por uma ampla gama de indicações intermediárias. Embora existam referências aproximadas, definidas em tempos de contagem por minuto, as velocidades na música não são absolutas, e um intérprete pode realizar seu andamento lento com uma rapidez que seria questionada por outro colega que pensasse diferente.

Dinâmica: é a maneira como determinadas notas ou passagens são acentuadas com mais ênfase (tocadas com mais ou menos força) que outras, e também das variações graduais de intensidade (crescendos e decrescendos). Ao domínio da dinâmica pertencem termos indicativos - mais ou menos objetivos, assim como os de andamento - como Fortissimo (muito forte), Piano (contido e não fraco) e ampla gama de nuanças.
Curiosamente, as mudanças de velocidade (portanto, de andamento) no decorrer da música são chamadas pelos músicos de variações de dinâmica, embora haja um termo específico, e hoje em desuso, para denominá-las: seriam variações de agógica.


Modificando a Dinâmica

Articulação: seria a maneira de se destacar, pelo "ataque", sustentação e prolongamento de notas individuais ou trechos, elementos musicais significativos dentro de uma composição. Algo parecido acontece quando temos de soletrar nosso nome (forçamos aí uma articulação exagerada da fala) para que uma pessoa o compreenda perfeitamente.

Desenvolvendo a Articulação

Os parâmetros mencionados não são os únicos que determinam uma execução mais ou menos precisa de uma obra orquestral ou camerística, visto que há muitos outros, de ordem técnica e estética envolvidos. Eles se prestam a introduzir ao ouvinte não-iniciado quais os elementos estudados cuidadosamente pelos músicos e que distinguem o tocar notas da ação de fazer música.
Assim, um pianista ou qualquer músico que seja, deve ter um conhecimento prévio da técnica instrumental, do contexto histórico em que se encontra a obra a ser executada, e das particularidades pertinentes ao autor ou à peça em questão. Isto para reduzir ao mínimo a possível margem de erros interpretativos, isto é, para tocar a música do jeito que o autor imaginou.
Em uma arte cuja maior parte do repertório sobreviveu no tempo sem depender de Imagemrecursos de gravação, inexistentes ao tempo de Bach, Mozart ou Beethoven, esta busca pela intenção original do autor é tão trabalhosa quanto imprescindível.
Mas, então, se os músicos de orquestra e os cantores de coral devem se preocupar tanto com a interpretação da obra, qual a necessidade ainda de haver um maestro?
Muito simples: o maestro, ou regente, é quem efetivamente toca a música visto que, na prática, o grupo instrumental ou vocal acaba funcionando como um grande instrumento.
Como foi dito anteriormente, a execução mais rápida ou mais lenta, mais forte ou mais fraca, ou mais destacada ou menos destacada de determinada nota ou trecho, poderia variar de acordo com as concepções de cada executante. O resultado final, via de regra, seria uma balbúrdia interpretativa sem personalidade definida.
Neste caso, o papel do regente é unificar a interpretação, definindo como ela deve ser executada e assegurando-lhe a personalidade de sua concepção pessoal. Assim, a mesmíssima obra, executada por dois regentes, pode apresentar um caráter extremamente distinto, assim como um mesmo personagem, por exemplo, Hamlet, de Sheakespeare, pode ser representado de maneira absolutamente distinta por atores diferentes.

VOCÊ SABIA… que a batuta, o bastão empunhado pelos maestros, derivou de um rolo de partituras com que os compositores, geralmente a partir do teclado, marcavam o andamento da peça, para que todos os músicos enxergassem e tocassem certo?

O Brasil não sabe ainda o que é Arte Musical (Orquestra Japonesa)

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Cores impossíveis e cores imaginárias: como vê-las

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Poucas pessoas já ouviram falar, mas existem algumas sombras impossíveis, cores que você não deve ser capaz de ver… a menos que saiba como. Existe uma maneira simples de aprender a ver cores impossíveis e imaginárias. Mas, para isso, é preciso entender um pouco sobre como os humanos percebem as cores antes.

Nossos olhos usam um processo chamado “adversário” para trabalhar mais eficientemente. Esse processo brinca com o fato de que os receptores de luz primária dos nossos olhos, os cones, têm algumas sobreposições nos comprimentos de onda de luz que podem perceber.

Para economizar energia, os nossos olhos medem as diferenças entre as respostas de cones diferentes, em vez de compreender a resposta individual de cada cone. Existem três canais adversários: vermelho versus verde, azul versus amarelo, e preto versus branco. Tecnicamente, o preto e o branco não são cores, e seu processo adversário tem mais a ver com o brilho.

Vamos dizer que você olhou para o objeto mais azul que você já viu. Os cones que percebem primariamente os comprimentos de onda azul vão ficar animados, enquanto os cones responsáveis pela cor amarela ficam inibidos. Se você, em seguida, olhou para a coisa mais amarela que já viu, o exato oposto aconteceria.

Os cones não podem ser animados e inibidos ao mesmo tempo. Isso significa que é impossível ver um objeto que é simultaneamente azul e amarelo. Não estamos falando sobre o que acontece quando você mistura as cores e, em seguida, olha para elas: você pode ver o verde, por exemplo. Mas uma cor que seja metade azul e metade amarela, com partes iguais das cores? Você consegue imaginar? Você não deve poder, porque é uma cor impossível.

Há algumas evidências que corroboram a existência de tais cores, enquanto outros dizem que as cores são chamadas de impossíveis por uma razão.

Um experimento de 1983 apresentou uma máquina especial que separava os campos de visão dos olhos de um indivíduo. Um olho veria uma tela vermelha, enquanto o outro veria uma tela verde. Depois de um tempo, as cores se misturam, mas a mistura só ocorre no cérebro.

Sem o olho lá para mediar a mistura, o vermelho e o verde não se tornavam marrom – tornavam-se uma nova cor, uma cor vermelho-verde que nenhum dos indivíduos da pesquisa tinha visto antes, e isso incluiu um artista com um vasto conhecimento de diferentes matizes e tonalidades.

Alguns especialistas criticam a metodologia dessa experiência. Há, com certeza, um monte de explicações alternativas para as cores que os participantes viram: eram apenas cores intermediárias entre as outras duas, os experimentadores não controlaram devidamente a luz ou os indivíduos do teste só viram o vermelho, depois o verde, depois o vermelho, e assim por diante, e nunca realmente viram as cores simultaneamente.

Claro, cores impossíveis podem ser realmente impossíveis, mas isso não muda o fato de que os participantes do teste viram cores que nunca tinham visto antes. Quer tentar também? Vamos lá: relaxe cada olho nestes dois sinais de “mais” e veja se consegue fazer algumas cores parecerem impossíveis. Deixe seus olhos cruzarem, para que os dois sinais fiquem bem em cima um do outro. Mas calma: você pode não ver nada. Ainda assim, vale a pena tentar.

Existem também as cores imaginárias. São cores que não podem ser produzidas no espectro de luz da física, mas ainda é possível derivá-las matematicamente. A maneira mais fácil de entender o que é uma cor imaginária seria pensar sobre os três comprimentos de onda dos cones: curto, médio e longo. Também há uma sobreposição nas respostas destes comprimentos de onda diferentes.

Mas e se existisse uma cor que só criasse uma resposta nos comprimentos de onda médios? Na vida real, isso não pode acontecer, já que qualquer coisa que excita os comprimentos de onda médios vai excitar um ou ambos os outros comprimentos de onda. Mas se você tivesse uma cor que só excitasse os comprimentos de onda médios verdes, sem provocar nada nos outros dois tipos, então você seria capaz de ver uma cor verde mais verde do que qualquer outro verde real.

Essa é a teoria. Na prática, para conseguir ver uma cor imaginária, novamente, você tem enganar os processos adversários. Se você quiser ver um verde imaginário, você precisa encontrar um exemplo de cor vermelha muito saturada, e um de uma cor verde muito saturada.

Olhe para a cor vermelha o máximo que conseguir. Em seguida, olhe para o verde. Seus receptores vermelhos estarão demasiado cansados para fazer o seu trabalho e serem inibidos pela cor verde. Isso significa que seus receptores verdes ficarão muito animados com nada para contrabalançá-los. O resultado é a cor mais verde que você já viu, que não pode existir no mundo físico. De novo: você pode não ver, mas vale a pena tentar.

FONTE: http://hypescience.com/

7 Fatos incríveis sobre os sonhos (parte 1)

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Nem todo mundo que dorme, apaga. Não se você considerar as células do cérebro que se ativam para produzir os sonhos às vezes vivos, e por vezes absolutamente assombrados que ocorrem durante o estágio de sono do movimento rápido dos olhos (REM).

Por que algumas pessoas têm pesadelos, enquanto outras passam suas noites com tranquilidade? Assim como o sono, os sonhos são fenômenos misteriosos. Mas conforme os cientistas são capazes de explorar mais profundamente a nossa mente, eles estão encontrando algumas respostas. Confira um pouco do que sabemos sobre o que se passa na terra dos sonhos:

 

1 – SONHOS TÊM SIGNIFICADO

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Se você sonha em ganhar na loteria ou se acidentar, você deve se preparar para alguma dessas coisas? Se você respondeu “sim”, você não está sozinho.

Pesquisadores descobriram que as pessoas têm fé em seus sonhos, e julgam os que se encaixam com suas próprias crenças como mais significativos do que aqueles que vão contra essa corrente.

“Interpretações psicólogas do significado dos sonhos variam muito”, disse o pesquisador Carey Morewedge. “Mas nossa pesquisa mostra que as pessoas acreditam que seus sonhos fornecem informações significativas para si e seu mundo”.

Em um estudo, 182 pessoas de Boston, EUA, imaginaram que um desses quatro cenários aconteceu na noite anterior a uma viagem agendada: nível de ameaça nacional foi elevado; eles conscientemente pensavam que seu avião ia cair; eles sonharam com um acidente de avião, ou um acidente de avião de verdade ocorreu na rota que eles pretendiam tomar.

Os resultados mostraram que o sonho com o acidente de avião era o que mais provavelmente afetava os planos de viagem do que qualquer outro pensamento sobre uma falha ou um aviso do governo. O sonho também produziu um nível similar de ansiedade que a queda real.

Em outro estudo, 270 homens e mulheres completaram uma pesquisa online em que eles foram convidados a se lembrar de um sonho que tiveram sobre uma pessoa que eles conheciam.

As pessoas atribuíram mais importância aos sonhos agradáveis sobre uma pessoa que gostavam do que com uma pessoa de que não gostavam. E estavam mais propensas a relatar um sonho negativo como mais significativo se era sobre uma pessoa de que não gostavam do que com um amigo.

 

(continua)…

Que acontece com o espírito, quando morre seu corpo?

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Muitas pessoas, depois da sua desencarnação, permanecem aqui mesmo na crosta da Terra, nos ambientes onde viveram. Outras conseguem “desligar-se” e são conduzidas ou atraídas para regiões espirituais compatíveis com sua evolução e merecimento. Dessa forma, enquanto algumas seguem para regiões ou faixas vibratórias mais elevadas, outras ficam na Terra ou vão para as zonas do umbral e até mesmo das trevas.

O umbral, ou os umbrais são regiões espirituais mais próximas da crosta da Terra, onde se localizam espíritos mais atrasados ou que não mereceram elevar-se a faixas mais altas por causa de suas culpas e/ou omissões durante a vida. São zonas de sofrimentos, desequilíbrios e aflições, algo semelhante ao purgatório da concepção católica. Quem quiser conhecer mais sobre esse assunto, encontra bibliografia bem variada a respeito.

Já as trevas, pelo que informam alguns espíritos, são zonas ainda mais “baixas” e tenebrosas, das quais pouca notícia se tem. Mas a permanência dos espíritos nas regiões de sofrimento não é eterna. Sempre que algum deles, sinceramente arrependido de seus atos, implora ajuda a Deus, acaba sendo socorrido por falanges de espíritos benfeitores, que trabalham naquelas zonas de purgação, em nome do amor.

Há também as faixas espirituais mais elevadas, ambientes de imensa beleza, paz, harmonia e contentamento. Mas não são como aquele céu que é ensinado pela maioria das religiões.

FONTE: http://www.mundoespiritual.com.br